domingo, 23 de setembro de 2007

Silêncio

É quando o samba se cala.
Quando a graça se esvai.

O rosto desbota.
O riso se vai.
O amor tetubeia.
A corrente arrebenta.

A solidão toma.
A saudade morde.
E a escuridão da noite engole.
Por mais que se queira.
Niguém ouve, ninguém acolhe.

Agora nada é simplesmente o nada.
Um oco, um vago, o que não tem som.

Foto: Artista Angel Estevez

2 comentários:

Anônimo disse...

perfeito ficou a figura om o poema.]

parece o silêncio congelado...

beijo. bom dia.

Osc@r Luiz disse...

O silêncio por vezes é necessário e em outras é torturante.
Nos cabe apreciá-lo quando possível e calá-lo quando necessário.
Um abraço!